OEE na Indústria: Como Calcular e Melhorar

OEE na Indústria: Como Calcular, Monitorar e Melhorar com Automação

O OEE (Overall Equipment Effectiveness, ou Eficiência Global de Equipamentos) é o indicador que revela, em um número, o quanto sua operação está realmente produtiva. Ao medir disponibilidade, performance e qualidade, o OEE mostra onde estão as perdas e orienta decisões para aumentar a eficiência — especialmente quando integrado aos dados da automação.

O que é OEE e por que ele importa?

OEE é a métrica padrão para comparar o potencial de produção de um equipamento com o que ele de fato entregou. É utilizado globalmente para priorizar melhorias, justificar investimentos e acompanhar resultados com transparência. Em ambientes conectados, o OEE torna-se ainda mais poderoso ao receber dados em tempo real de CLPs, sensores e sistemas SCADA/MES.

Fórmula do OEE (e os 3 pilares)

OEE = Disponibilidade × Performance × Qualidade

  • Disponibilidade: tempo efetivo de produção ÷ tempo programado (considera paradas planejadas e não planejadas).
  • Performance: (produção real ÷ produção teórica no tempo rodado).
  • Qualidade: (peças boas ÷ peças produzidas).

Exemplo simples: se a disponibilidade é 90%, a performance 95% e a qualidade 98%, o OEE é 0,90 × 0,95 × 0,98 = 83,7%.

Como calcular OEE na prática

  1. Defina o tempo programado (jornada planejada do equipamento).
  2. Registre paradas (setup, falhas, falta de material, microparadas).
  3. Capte produção (peças produzidas, ritmo teórico e real).
  4. Classifique refugos (motivos de não conformidade).
  5. Gere relatórios por turno, célula e linha, com comparativos históricos.

Monitoramento de OEE em tempo real com automação

Ao integrar CLPs, sensores e o SCADA/MES, o OEE passa a ser atualizado automaticamente. Isso permite:

  • Dashboards ao vivo: supervisão do OEE por máquina/linha em monitores no chão de fábrica.
  • Alertas: notificações quando disponibilidade, performance ou qualidade caem abaixo do alvo.
  • Rastreabilidade: histórico de eventos (paradas, microparadas, refugos) com causa e duração.
  • Melhoria contínua: identificação de perdas crônicas e priorização de ações.

O que é um “bom” OEE?

Como referência, empresas de classe mundial miram OEE acima de 85% — mas o valor ideal depende do mix de produtos, tamanho dos lotes e maturidade da automação. Mais importante que o número absoluto é a tendência e a redução consistente das seis grandes perdas (paradas, setups, microparadas, velocidade, refugos e retrabalhos).

Erros comuns ao medir OEE (e como evitar)

  • Dados manuais e tardios: substitua planilhas por coleta automática via CLP/SCADA.
  • Definições inconsistentes: padronize eventos e tempos; treine a equipe.
  • Olhar apenas para o número geral: abra o OEE por equipamento, turno e produto.
  • Ignorar microparadas: elas corroem a performance; registre-as corretamente.

Automação e OEE: do diagnóstico à ação

Automação não é só medir. Com dados confiáveis, é possível adotar manutenção preditiva, balancear linhas, ajustar setups e sincronizar suprimentos. A integração com redes industriais e MES cria um ciclo virtuoso: medir → analisar → agir → padronizar.

Passo a passo para começar

  1. Mapeie as máquinas críticas e eventos de parada.
  2. Conecte sinais (contagem, estados, velocidade) aos CLPs e ao SCADA/MES.
  3. Defina metas por pilar (ex.: disponibilidade 92%, performance 96%, qualidade 99%).
  4. Visualize em dashboards e TVs de área com OEE e perdas do dia.
  5. Ritualize reuniões curtas de melhoria com base nos dados.

Recursos úteis

Para conhecer padrões internacionais de KPIs de manufatura (incluindo OEE), consulte a ISO 22400.

Links para continuar aprendendo

Conclusão

O OEE é o atalho mais direto para elevar a produtividade: revela perdas, prioriza ações e comprova resultados. Quando conectado à automação e aos sistemas de fábrica, transforma dados em decisões e impulsiona a competitividade.

Quer implantar o monitoramento de OEE com automação e dashboards em tempo real? Fale com os especialistas da TMR.

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